Como evitar as lesões que mais atingem as mulheres atletas
Para fechar a semana da mulher
seis dicas vão fazê-las livres das dores. Essa é para a mulher que ama praticar
esportes: cuide-se para manter-se no salto e, claro, na sua modalidade. Faça
atividades, mas não exagere e nem tente alcançar de uma só vez os seus
objetivos. Proteja-se! Abaixo estão as seis lesões mais comuns das mulheres
atletas:
Lesão do ligamento cruzado do joelho
É um dos quatro ligamentos que
deixam o seu joelho estável. E as mulheres são oito vezes mais propensas que os
homens a rompê-lo. Qualquer atividade que exige movimento brusco lado-a-lado,
como jogar tênis ou dança, pode levar a uma ruptura. Diminuir o risco através
do reforço da musculatura dos isquiotibiais (lateral da coxa), alongamento e
fazendo exercícios de agilidade e mudança de direção ajudam a melhorar o
reflexo, além da força e equilíbrio no joelho.
Mulheres têm estaticamente
mais traumas cranianos e dores de cabeça durante esportes de contato devido aos
seus pescoços menores e os músculos mais fracos dessa região. Além disso, o
risco da gravidade da concussão pode aumentar com a idade. A mulher também
demora mais para se recuperar após o impacto. Se você sentindo dor de cabeça,
tontura ou náusea depois de batida ou queda, procure um médico do esporte, e
proteja-se com capacete nas modalidades que pedem, como o ciclismo.
Adoramos correr para ficar em
forma, mas o excesso de impacto pode desgastar a cartilagem dos joelhos e
tornozelos, resultando na dor latejante do joelho do corredor, além dos
estalos. Quando as mulheres correm, seus quadris tendem a se voltar para dentro
e os músculos das coxas transformar em um ângulo mas aberto. Acabam colocando
mais pressão sobre os joelhos diferentemente dos homens, que têm quadris menos
largos. A orientação é usar tênis com bom apoio e fortalecer as coxas e pernas
com exercícios para estabilizar e melhorar a força muscular das articulações.
Saltar, dançar, andar ou
correr são programas que as mulheres amam. Mas também muito rapidamente podem levar
a uma fratura por estresse devido ao excesso de impacto. Estas pequenas
fissuras no osso ocorrem normalmente na canela e pés. Resultam em dor e
alteração de sensibilidade. As mulheres podem ser mais vulneráveis devido à sua
menor densidade de massa muscular e óssea, que diminuem com a idade. Evite esta
lesão, não fazendo mais que seu corpo suporta no exercício e parando quando
sentir dor. Sapatos adequados e uma dieta rica em cálcio e vitamina D são
fundamentais.
As mulheres são duas vezes
mais propensas a entorses do tornozelo que os homens. São lesões que ocorrem
quando você danifica um ligamento no tornozelo numa torção causando inchaço e
dor local. A boa notícia é que exercícios de equilíbrio simples podem ajudar a
proteger seus tornozelos. Existem rotinas de exercícios de propriocepção que melhoram
a estabilidade do tornozelo em apenas um mês. Pergunte ao seu médico!
As mulheres sofrem dos joelhos e tornozelos. Desta vez o menisco ou
cartilagem que funcionam como amortecimento entre o fêmur e a tíbia são estatisticamente
mais propensos em degenerar mais cedo nas mulheres. Esportes de contato são
geralmente a culpa por um menisco lesionado, mas qualquer torção do joelho,
mesmo a partir de apenas sair de uma cadeira, pode acontecer. Além disso, à
medida que envelhecemos, perdemos fluido lubrificante no joelho, aumentando o
risco para esta lesão. Aqui a dica é usar sua musculatura para proteger do impacto, fortalecendo-a e
dando suporte para seus treinos!
Ana Paula Simões é Professora
Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre
em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista
em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências
Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de
Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e
Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e
Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira
de Medicina do Esporte.
Enviado por Faculdade de Ciências
Médicas da Santa Casa de São Paulo
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